quinta-feira, 16 de julho de 2015

A criança é leve, liberta, solta, sincera, vive de maneira desimpedida. O adulto é o contrário. O que podemos fazer para conciliar um adulto responsável e a leveza da infância?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair


Olá leitores. Como estão?

Na coluna anterior abordei a importância e a necessidade da brincadeira para nossas crianças. Neste mês quero conversar sobre como manter as características da infância na fase adulta.

Por definição adulto é “que ou o que atingiu o máximo do seu crescimento e a plenitude das suas funções biológicas”. Socialmente, ser adulto é tornar-se capaz de tomar decisões por si próprio e responder por elas seja no aspecto jurídico, financeiro e/ou emocional.

Aprendemos que um adulto é alguém sério, responsável, disciplinado, que trabalha muito, que ganha dinheiro, enfim, que vive para cumprir obrigações e que sua realização depende disto.

Mas o que isto significa?

Ao crescermos vamos abandonando um modo de agir “irresponsável” da criança e adquirindo a aptidão de comprometimento pelos nossos atos para sermos aceitos no “mundo dos adultos”.

A criança é leve, liberta, solta, sincera, vive de maneira desimpedida. O adulto é o contrário.
O que podemos fazer para conciliar um adulto responsável e a leveza da infância? Não nos deixarmos dominar pelas representações sociais e culturais – que, muitas vezes, determinam o nosso modo de ser – e nos permitirmos ser o que somos.

A saúde psicológica é o equilíbrio entre o que já vivemos e o que descobrimos a nosso respeito na infância, com o que vamos adquirir nas próximas fases da vida, isto é, integrando ao nosso ser o que experimentamos em nossa vida.

Uma maneira de resgatarmos nossa infância é através da brincadeira. Procurando adquirir este bem estar sugiro que incorporemos à nossa rotina, sempre que possível, a brincadeira, que além de relaxar, também proporciona aos adultos seu desenvolvimento cognitivo e expansão da criatividade.

Quero propor um desafio: que você brinque como quando era criança; divirta-se como nos velhos tempos e sinta a experiência de reviver a sua leveza. 

Para finalizar nossa conversa vamos refletir o que nos disse Simone de Beauvoir “O que é um adulto? Uma criança de idade.”

Até o próximo mês!

Abraços,
Rose

Revisão: Regiane da Silva Santos

Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

terça-feira, 16 de junho de 2015

Como nossas crianças estão vivenciando seus primeiros anos de vida?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair

Olá leitores.

Neste mês quero abordar um tema recorrente em nosso cotidiano, seja nas nossas conversas informais, na mídia ou nos atendimentos clínicos: como nossas crianças estão vivenciando seus primeiros anos de vida.

Este questionamento é despertado porque estamos assistindo as crianças se distanciando do que concebemos como “ser criança”. Mas do que estamos falando? Ser criança é experimentar o mundo de uma maneira sensível, lúdica, divertida e exploradora. Atualmente, o que vemos, são crianças com agendas ocupadas com inúmeras atividades (aulas de idiomas, práticas de esportes dentre outros) que as impedem de exercitar o que há de mais importante nesta fase: o brincar.

Vejo que algumas crianças são vistas como mini-adultos, com agendas tão ou mais cheias que seus pais. Estes infindáveis compromissos a que submetemos as crianças são um grande agente estressor, já que elas não estão preparadas para suportarem tamanha demanda e, consequentemente, vão se sentindo frustradas e incompetentes já que não conseguem corresponder às exigências que lhes atribuímos.

Vocês se lembram de como foi sua infância? Do que e com quem brincavam? Estamos oferecendo às crianças a possibilidade de ter recordações tão singelas, mas absolutamente, encantadoras? Lembro, com muito carinho, de brincar com meus vizinhos, de ir ao mercadinho mais próximo e comprar deliciosos doces, de assistir ao Sítio do Pica Pau Amarelo e outros programas que me estimulavam a desenvolver minha fantasia e, com isto, expandir minha capacidade de abstração. A infância caracteriza-se como um período da vida em que vivemos o novo a todo o momento e, a partir disto, ampliamos nosso contato com o mundo.

Para muitos as brincadeiras não passam de um momento desperdiçado porque temos que, desde cedo, aprender a otimizar e valorizar o tempo que dispomos para torná-lo rentável e, pasmem, algumas crianças já assimilaram o conceito de que “tempo é dinheiro”.

Cabe, então, destacar a importância das brincadeiras no desenvolvimento da criança:
  • Conquistar sua autonomia porque explora o mundo;
  • Aprendem regras, limites e objetivos claros;
  • Pensa abstrativamente porque através desta linguagem consegue estabelecer um diálogo entre o abstrato e o real por meio de suas emoções;
  • Comunica seus sentimentos e pensamentos porque o brinquedo torna-se um mediador com o mundo exterior.
  • Desenvolvimento cognitivo;
  • Expansão da criatividade.

Portanto, o brincar refere-se ao divertir-se, constituindo-se em uma atividade de ligação ou com algo em si mesmo ou com o outro.

Estamos nos aproximando do período de férias escolares e será que estamos promovendo um momento de efetivo descanso e, concomitantemente, crescimento?

Pensemos em proporcionar as crianças recordações tão boas de sua infância quanto a que temos.

Até o próximo mês!

Rose

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Participação no XIV Congresso Internacional de Gestalt-Terapia
















Aconteceu, no Rio de Janeiro no período de 28 a 31 de Maio, o XIV Congresso Internacional de Gestalt-Terapia.


Neste encontro pude atualizar-me e, principalmente, trocar experiências e adquirir novos aprendizados com profissionais atuantes e empenhados em aprimorar seu conhecimento técnico para atender melhor cada um de seus clientes.

Oportunidade única e enriquecedora.








segunda-feira, 18 de maio de 2015

Crescemos ouvindo que um dia encontraríamos a “metade de nossa laranja” e viveríamos “felizes para frente”. Fomos enganados?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair

Olá leitores. Como estão?

Dando continuidade ao tema proposto em nosso último encontro – relacionamentos – neste mês vamos discutir sobre uma das mais trabalhosas e prazerosas maneiras de nos relacionar – o envolvimento amoroso. Como é bom sentir-se apaixonado!  

Somos bombardeados com fórmulas, jeitos e manuais de como podemos conquistar a pessoa amada, como devemos seduzir, como fazer a manutenção de nossos namoros, casamentos e por aí vai... Mas será que, realmente, existe uma fórmula milagrosa? Como podemos ser bem sucedidos em nossas aventuras amorosas? Vivendo, aprendendo, arriscando, chorando, alegrando, reaprendendo, num ciclo contínuo de crescimento e amadurecimento.

Ouço diariamente em meu consultório as angústias geradas pela dificuldade que, atualmente, homens e mulheres têm se deparado à procura de um parceiro. Qual seria essa dificuldade? A falta de uma comunicação clara e precisa, que propicie um diálogo sincero e honesto, que gere um contato franco.

Crescemos ouvindo que um dia encontraríamos a “metade de nossa laranja” e viveríamos “felizes para frente”. Fomos enganados? Será que perseguimos obstinadamente essa proposta sem nos darmos conta? Talvez o ideal da felicidade completa resida no fato de esperarmos que o outro faça a nossa felicidade? Transferimos para o outro a responsabilidade de nossa realização e o cobramos para que isto seja feito.

Vejo o grau de expectativa que as pessoas têm pelo seu “parceiro ideal”: aquela pessoa que concretize todas as suas necessidades e que viva em função de realizar cada uma delas. O que temos por ideal? Algo irreal que faz parte do campo da fantasia e não da realidade, isto é, fadado à frustração.

Esquecemos que estar num relacionamento implica em doação, entrega e parceria. Num bom relacionamento amoroso encontramos comunhão de interesses, admiração mútua, compartilhamento e divisão. Vale sempre reafirmar: somos seres relacionais e estar com o outro nos legítima como seres humanos.

Acredito que a maneira saudável de se manter um relacionamento amoroso seja a de ter no outro a soma do que já existe em si e não esperar que o outro lhe complete. Assumir a responsabilidade pela condução da própria vida e ter no seu parceiro um apoio e não uma “muleta”. A nossa felicidade depende de nossa capacidade de sentirmos bem com o que somos e termos em nossos relacionamentos a oportunidade de partilhar esse bem estar.

Lembremos de fazer sempre uma reflexão: O que estamos oferecendo em nossos relacionamentos ou estamos esperando somente receber?

É na troca que há a possibilidade de encontro genuíno entre duas pessoas que se querem bem.

Até o próximo mês!

Rose

Revisão: Regiane da Silva Santos

Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br