quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Qual o conceito de família da sociedade atual?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - www.facebook.com/godoystudiohair


Olá leitores

Como estão? Espero vocês estejam bem.

Neste mês vamos conversar sobre uma importante mudança que vem ocorrendo em nossa sociedade no tocante a um de seus pilares estruturais: o conceito de família.

A compreensão do que é uma família está passando por uma necessária reformulação mas que, ao mesmo tempo, gera polêmica, controvérsias e debates. De acordo com a nossa Constituição Federal de 1988 no capítulo VII parágrafo 4 “Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes” e está em tramitação no parlamento um projeto, intitulado Estatuto da Família, que procura definir e normatizar o que é uma unidade familiar que, segundo essa lei, seria a reunião de um homem e uma mulher com o objetivo de produzir filhos.

A sociedade é regida pelo seu andamento sócio-histórico-cultural, sendo assim, seria legítimo afirmar que o único e verdadeiro significado de família é a união de um homem e uma mulher? Na época atual, que é fruto de momento anteriores, presenciamos as diversas e diferentes maneiras de composição familiares: casais sem filhos, família monoparental, casais heterossexuais e homoafetivos e os recasamentos.

O tema é vasto e seria possível discorrer sobre todas essas modalidades, mas vou me ater em duas delas por causa de sua repercussão: os recasamentos e o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Acredito que nessas duas situações a influência religiosa é determinante porque o divórcio e a homossexualidade são incompreendidos e considerados infrações. É fundamental o respeito às crenças individuais mas também é urgente que se faça uma reflexão sobre o nosso presente (um bom exemplo é que na mídia começam a surgir propagandas que apresentam essas novas configurações).

A queixa mais comum em muitos recasamentos é como conciliar os filhos com o(a) novo(a) parceiro(a). E como na vida não há fórmula mágica, o caminho indicado é o diálogo franco e atitudes que confirmem que o sentimento de amor permanece (muitos filhos sentem-se trocados, abandonados ou excluídos) e esse é um exercício constante.

Já a dificuldade nas famílias homoafetivas é a intolerância das pessoas por ainda crerem que o amor tem gênero. O desconhecimento da amplitude do verbo amar resulta em condutas hostis, agressivas e ódio.

Conforme o dicionário Aurélio, uma das definições de família é “conjunto de pessoas que vivem na mesma casa” e é só disso que precisamos? Será que não é dessa forma que muitas famílias se mantêm?

É crucial que, em nome da convivência harmônica, respeitosa e pacífica em nossa comunidade, quando falarmos de família estejamos considerando o conjunto de pessoas que se querem muito bem e não apenas uma mera obrigatoriedade social.

Até o próximo mês.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

quarta-feira, 26 de julho de 2017

O preconceito impacta sua vida!

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Olá leitores

Espero vocês estejam bem.

Quero convidá-los, neste mês, a um debate sobre um assunto que infelizmente contamina e intoxica nossa sociedade: o preconceito.

Tudo aquilo que nos é apresentado como diferente gera certo desconforto, isto é, somos afetados por algo ou alguém que nos é distinto e que nos mostra um outro lado ou ponto de um determinado contexto. Sendo assim, toda e qualquer diferença nos é uma possibilidade de ver e encontrar novos pensamentos, opiniões, conceitos e por aí vai. Com essa visão poderíamos concluir que a diferença é muito importante e necessária, entretanto, na nossa realidade isso não se faz valer porque tratamos as “diferenças” como qualquer coisa que é considerada como pouco, menos ou inferior.

Estamos assistindo diariamente a inúmeros episódios em que as particularidades são violentamente julgadas. É observado e constatado ao longo da história da humanidade diversas experiências de intransigentes e tiranos comportamentos de um povo sobre o outro e, testemunhamos, horrorizados, aos efeitos desta situação e não aprendemos nada com isso!?

O que é, realmente, motivo para destratar seu semelhante? O que faz uma pessoa acreditar que, por pertencer ao grupo das “maiorias” é “melhor” que o outro? Porque vivemos numa comunidade tão desigual?

A origem de nossa intolerância é de muitos séculos e que, lamentavelmente, perpetuamos sem, pelo menos, questionar. O preconceito é fruto de uma construção sócio-histórico-cultural em que nós, como agentes atuantes e potencialmente transformadores, nos reduzimos a reproduzir tais conceitos e tornamos nossa convivência agressiva e hostil. Sofremos a influência de normas religiosas, embora sejamos um Estado laico, de forças econômicas e culturais de outras nações, embora tenhamos plena capacidade de produzir nossos próprios princípios. E o resultado disso tudo? Convertemo-nos em pessoas que se subjugam e são incapazes e insensíveis para compreender o sofrimento que causam.

Repito a questão: porque acreditamos que, por possuirmos características ditas “comuns” ou “normais”, repudiamos nosso semelhante por que este nos mostra algo novo? O que nos atribui alguma espécie de “poder” sobre o outro?


É como diz a canção: “somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Será que não podemos alterar isso?

Presumo que somos aptos a provocar mudanças em nossos relacionamentos mas, para tanto, é fundamental que façamos uma profunda varredura em velhos pensamentos e acolhamos a diversidade com a riqueza que ela nos oferece.


Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

terça-feira, 27 de junho de 2017

Quando é a hora de pedir ajuda psicológica?

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Olá leitores

Como estão?

Neste mês, nossa conversa será sobre um tema recorrente em minha prática clínica e que merece receber os devidos esclarecimentos: “Quando é a hora de pedir ajuda psicológica?”

A procura por auxílio psicológico ainda é alvo de muita discriminação e também desinformação. É comum as pessoas acreditarem que somente “loucos” a busquem, ou que “é bater papo” com “um amigo” e que, portanto, “qualquer pessoa” pode executar esse papel. Sendo assim, é necessário explicar: a função do psicólogo é a de favorecer e acudir cada pessoa a compreender o seu sofrimento, dúvidas pessoais e tudo o que diz respeito ao seu desenvolvimento emocional e NUNCA dar as “fórmulas ou receitas” de como deve-se seguir a vida. O psicólogo não julga, critica, recrimina ou aponta os acertos ou erros e, sim, acolhe o cliente em suas necessidades e, por meio do diálogo e troca, esforçar-se para diminuir e eliminar seu mal-estar construindo, de forma conjunta, a resposta às suas indagações. O elo que proporciona essa conquista é o vínculo de confiança criado.

Sugiro que as seguintes perguntas sejam respondidas, com honestidade e franqueza, pois através disso é possível perceber se há possíveis motivos para essa assistência:

  • Sinto-me satisfeito com o andamento da minha vida? Minha vida é pautada em meus anseios ou de outrem? Como experimento minhas frustrações? E minhas expectativas?
  • Ao acordar, pela manhã, sinto-me encorajado a trabalhar? Sinto-me realizado com a minha profissão? Meu rendimento profissional está alterado ou prejudicado e não sei a razão?
  • Como está meu círculo social? Sinto-me, na maior parte do tempo, melhor quando estou sozinho?
  • Consigo reconhecer e nomear meus sentimentos?
  • Há episódios na minha história que não compartilho com ninguém e essas lembranças causam-me aflição?
  • Tenho dores físicas constantes e já fiz todos os exames clínicos que não diagnosticaram causas orgânicas?
  • Sou capaz de caracterizar e discernir sobre meu sofrimento? Sei o que é sofrimento?
  • Sei responder à pergunta: Quem eu sou?
  • Meus relacionamentos amorosos prosperam? Tenho “dedo podre” para parceiro(a)s?
  • Sei fazer minhas próprias escolhas?
  • Quando olho-me no espelho gosto do que vejo?
  • Choro, com frequência, e sem motivo aparente?
  • Percebo que em muitas situações do dia a dia fico ansioso?
  • Como está meu nível de estresse?

As respostas obtidas são importantes sinalizadores da indicação de tratamento psicológico, sendo que o melhor momento para isso é quando você perceber que está disposto e decidido a atingir novas respostas.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Como ser pais de adolescentes na atualidade?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudihair

Olá leitores

Espero que todos estejam bem.

“Como ser pais de adolescentes na atualidade?” Esse é o tema, complicado e delicado, que abordaremos nesse mês.

Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre a adolescência. Esse período do desenvolvimento humano é caracterizado por mudanças físicas, psíquicas, sociais, culturais, espirituais e sexuais. A primeira transformação evidenciada é na sua constituição física pois há alterações significativas na fisiologia (produção de hormônios, por exemplo) que mudam a maneira do jovem lidar com seu corpo (autoimagem modificada, por exemplo). E, a partir dessa transformação outras são geradas, ocasionando um novo e diferente olhar sobre si mesmo, o que muitas vezes torna-o isolado e com dificuldade de expressar o que sente (à família e/ou amigos).  Concomitantemente suas crenças e fé são repensadas, no outro e em si mesmo. Por fim, sua sexualidade começa a lhe despertar inéditas curiosidades e a procura por um parceiro se traduz em seu objetivo. Esse é somente um recorte de como essa fase de nossa vida contempla muitas e complexas inquietações em todas as áreas de nossa existência. É muito importante ressaltar que a adolescência é experimentada por cada individuo de uma forma particular, porque cada pessoa é afetada de maneira singular por aquilo que a circunda.

E como os pais convivem e assistem a tudo isso? Geralmente há muitas preocupações, indagações e dúvidas em como reagir nesse momento. Como acolher e ajudar seus filhos a viver esse estágio de seu crescimento?

Um bom ponto de partida para auxiliar seus filhos é relembrar e revisitar sua própria adolescência porque, através de sua postura empática (colocar-se no lugar do outro), nos tornamos capazes de compreender o que lhes sucede. O que você, mãe ou pai, gostaria de ter recebido de seus pais? Tente proporcionar isso aos seus filhos.

É primordial salientar que o amor é construído, pouco a pouco, em nossos relacionamentos, portanto, um bom convívio, independentemente do período que a família esteja passando, deve-se ao constante e coerente investimento que se é feito ao longo dos anos no diálogo, compreensão, parceria e envolvimento. Participar e estar presente na vida de seu filho faz-se fundamental para que haja espaço para a comunicação fluida de ambas as partes. É através do contato interessado e atencioso, e não invasivo, que nossos filhos se sentirão amparados e cuidados e, diante de alguma adversidade que estes estejam enfrentando, os pais que serão procurados. Sempre há tempo de se criar bons vínculos com aqueles que estimamos.

Por último, como deve-se exercer a autoridade e a colocação de limites? Pais não se comportem como amigos pois, ao agirem dessa forma, permanecem numa relação de igualdade e a função adequada é orientar, instruir e educar mediante sua autoridade (que é diferente de autoritarismo, ou seja, por imposição). Recorra ao um bom entendimento pois a omissão provoca consequência dolorosas.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br