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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Como ser pais de adolescentes na atualidade?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudihair

Olá leitores

Espero que todos estejam bem.

“Como ser pais de adolescentes na atualidade?” Esse é o tema, complicado e delicado, que abordaremos nesse mês.

Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre a adolescência. Esse período do desenvolvimento humano é caracterizado por mudanças físicas, psíquicas, sociais, culturais, espirituais e sexuais. A primeira transformação evidenciada é na sua constituição física pois há alterações significativas na fisiologia (produção de hormônios, por exemplo) que mudam a maneira do jovem lidar com seu corpo (autoimagem modificada, por exemplo). E, a partir dessa transformação outras são geradas, ocasionando um novo e diferente olhar sobre si mesmo, o que muitas vezes torna-o isolado e com dificuldade de expressar o que sente (à família e/ou amigos).  Concomitantemente suas crenças e fé são repensadas, no outro e em si mesmo. Por fim, sua sexualidade começa a lhe despertar inéditas curiosidades e a procura por um parceiro se traduz em seu objetivo. Esse é somente um recorte de como essa fase de nossa vida contempla muitas e complexas inquietações em todas as áreas de nossa existência. É muito importante ressaltar que a adolescência é experimentada por cada individuo de uma forma particular, porque cada pessoa é afetada de maneira singular por aquilo que a circunda.

E como os pais convivem e assistem a tudo isso? Geralmente há muitas preocupações, indagações e dúvidas em como reagir nesse momento. Como acolher e ajudar seus filhos a viver esse estágio de seu crescimento?

Um bom ponto de partida para auxiliar seus filhos é relembrar e revisitar sua própria adolescência porque, através de sua postura empática (colocar-se no lugar do outro), nos tornamos capazes de compreender o que lhes sucede. O que você, mãe ou pai, gostaria de ter recebido de seus pais? Tente proporcionar isso aos seus filhos.

É primordial salientar que o amor é construído, pouco a pouco, em nossos relacionamentos, portanto, um bom convívio, independentemente do período que a família esteja passando, deve-se ao constante e coerente investimento que se é feito ao longo dos anos no diálogo, compreensão, parceria e envolvimento. Participar e estar presente na vida de seu filho faz-se fundamental para que haja espaço para a comunicação fluida de ambas as partes. É através do contato interessado e atencioso, e não invasivo, que nossos filhos se sentirão amparados e cuidados e, diante de alguma adversidade que estes estejam enfrentando, os pais que serão procurados. Sempre há tempo de se criar bons vínculos com aqueles que estimamos.

Por último, como deve-se exercer a autoridade e a colocação de limites? Pais não se comportem como amigos pois, ao agirem dessa forma, permanecem numa relação de igualdade e a função adequada é orientar, instruir e educar mediante sua autoridade (que é diferente de autoritarismo, ou seja, por imposição). Recorra ao um bom entendimento pois a omissão provoca consequência dolorosas.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Entrevista concedida - Ser pai ou ser amigo?

Pais devem saber o limite da amizade com os filhos

Por Tany Souza - Site Arca Universal

Há pais que se gabam ao dizer que são amigos dos filhos, que são companheiros em tudo, que os filhos não escondem nada deles, porque antes de serem pais, são amigos. Parece ser algo positivo, mas até que ponto isso é benéfico para a relação entre pais e filhos?

Para a psicóloga Roseleide da Silva Santos, o fundamental é não perder o comando de pai e de mãe. "Eles têm uma autoridade que não pode ser perdida, para impor limite, direcionar, aconselhar."

Ela explica que os pais são aqueles que participam efetivamente da vida do filho. "É alguém próximo, que está disposto e tem uma relação estreita. O conceito que temos de pai amigo é aquele permissivo demais, que deixa fazer tudo. Mas é preciso lembrar que a formação de uma pessoa implica em respeitar os limites."

É claro que colocar um limite não é ser autoritário, mas sim construir um respeito mútuo. "Alguns pais lidam com os filhos com autoritarismo, porém, quando há respeito, há uma autoridade bem constituída", reforça Roseleide.

Os pais de hoje e os de ontem
Há algum tempo havia uma relação distante entre pais e filhos, mais de medo do que de respeito. "Antes era algo distante, sem qualquer afinidade, mas hoje em dia vivemos outro extremo, onde os pais acabam sendo muito mais amigos do que pais, dando mais liberdade do que deveriam e, com isso, perdendo toda a autoridade", esclarece a psicóloga.

Com essa amizade exacerbada, vivemos outra situação de superproteção. "Os pais acham que cuidar dos filhos é tê-los como posse, esquecem que eles são os facilitadores do filho com o mundo, alguém para dividir os problemas e não aqueles que colocam medo e pavor."

Essa superproteção é o resultado de um pensamento equivocado dos pais de que eles são suficientes para os filhos. "Pais que os criam como dependentes deles provavelmente são pessoas inseguras e também geram filhos dependentes. Dessa forma, a criança não será estimulada a estar no mundo ou a ser inserida nele."

Por isso Roseleide enfatiza a importância da participação dos pais no dia a dia dos filhos. "Atualmente, por causa do temor e a instabilidade do mundo, os pais acabam limitando mais os filhos pelo cuidado. Além de tudo tem a insegurança deles mesmo em educá-los."

Consequências da amizade paterna
É de extrema importância que os pais não deixem de considerar a autoridade. "Esse é o primeiro ponto importante, porque dentro da autoridade há a participação e a amizade entre eles. Sem o interesse pela pessoa, a relação fica mais distante, complexa, e o autoritarismo se faz necessário", comenta Roseleide.

Para os pais que gostam de tratar os filhos desde a fase infantil somente como amigos, atenção, isso pode trazer resultados na vida emocional deles. "Há pais e mães que dividem com os filhos seus problemas, por considerarem que seja importante tratá-los como amigos. Mas eles desconsideram que os pequenos não estão preparado para a demanda de dificuldades e que possuem outro tipo de condição e de estrutura emocional. Isso acaba fazendo com que a criança não se sinta capaz de resolver o problema contado pelos pais, o que pode trazer depressão infantil."

Outro resultado de tratar o filho mais como amigo é perder de vez a autoridade de pai. "Ele acaba não acatando uma decisão, desrespeitando, por vê-los mais como amigos e não como pai e mãe."

Fazer com que o filho se relacione somente com o pai como amigo é fazê-lo dependente. "Isso pode também trazer dificuldade de interação social, além de envolvimento com pessoas nocivas, e no futuro ter relacionamentos danosos", finaliza a psicóloga.