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terça-feira, 8 de novembro de 2016

O que é ser egoísta?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair

Olá leitores

Como estão?

Primeiramente, é com muita alegria, que comemoro dois anos desta coluna. Esses encontros mensais tem me proporcionado o contentamento de compartilhar e aprender com cada leitor sobre a fantástica experiência de ser humano. Obrigada a todos pela companhia!

Neste mês falaremos sobre um assunto que é alvo de muitas críticas e que cabe o devido esclarecimento: o que é ser egoísta?

No nosso dia a dia, quando ouvimos alguém se referir ao outro utilizando a expressão “é egoísta”, geralmente, é de modo depreciativo, ofensivo ou pejorativo à referida pessoa, pois lhe atribui o título de “individualista”, “egocêntrico” ou “só enxerga os próprios interesses”.

É claro que o significado desta palavra pode ser assim aplicado, mas vamos ampliar esse conceito para melhor compreendê-lo.

Vivemos numa cultura, com numerosa contribuição e influência das religiões, que nos ensina que ao considerarmos nossas vontades, interesses, desejos e ao nos voltarmos a concretizá-los, elegendo-os como prioridade, somos vistos como “egoístas” já que o valor de nossos atos está somente quando nos doamos ao outro, e, quando não o fazemos, carregamos uma grande culpa porque julgamos que estamos errados.

A relevância de nossas atitudes não está em a quem ofertamos mas sim em qual o seu propósito.

Como sempre ressalto nessa coluna, somos seres relacionais, isto é, necessitamos do outro porque não somos autossuficientes, dessa maneira, a cooperação é imprescindível ao nosso bem estar, em todos os aspectos.

O recomendável, para se alcançar o equilíbrio em nossas relações, é oferecer a mesma atenção que damos ao outro a nós mesmos, sempre cuidando para que haja uma harmonia entre as partes, quer dizer, o outro é tão importante quanto eu!

Até o próximo mês.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vamos conversar sobre a empatia?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair


Olá leitores

Como estão?

O tema deste mês surgiu da solicitação de um amigo que está profundamente incomodado com a postura de algumas pessoas frente ao cuidado ou a falta deste com os outros; vamos conversar sobre a empatia.

Ouço, diariamente, muitas queixas de pessoas que sentem-se indignadas com os comportamentos “egoístas”, “egocêntricos” e “maldosos” de alguns seres humanos para com outros. Em contra partida aprendemos em nossa cultura que “devemos amar ao próximo como a si mesmo”. Como praticar a caridade num mundo dilacerado pela ganância?

Atuando de maneira empática. E como podemos ser empáticos em nossa vida cotidiana? Estamos habituados a ouvir que a empatia significa “colocar-se no lugar do outro” o que não está errado mas é muito mais do que isso. É a capacidade humana de sentir-se e ver-se no e como seu semelhante e a partir disso promover atitudes e ações que gerem comportamentos solidários e/ou generosos.

A empatia é fundamentalmente a resposta à compreensão que alcançamos diante de algo ou situação que nos afeta. Mas como podemos ser compreensivos numa sociedade que nos ensina que o “melhor sempre vence”, isto é, acirra e fomenta a competição e não a cooperação?

Acredito que uma saída a este dilema seja começarmos a perceber que é na troca em nossos relacionamentos que temos a possibilidade de evolução e crescimento pessoal. Faça um franco e honesto exame de consciência e pergunte-se o quanto você tem sido cordial e amável com seu semelhante. Muitos me responderão que ao ser “legal” com as pessoas são tomados como “idiotas, tolos” e que, por isso, não agem conforme pensam. Daí veem duas colocações: a primeira que, infelizmente, há aquelas pessoas que não são capazes de valorizar e legitimar um ato de solidariedade como tal e julgam os que o praticam como “imbecis” mas, neste caso, recomendo que você saiba a quem você oferecerá seu precioso ato pois, inevitavelmente, quem o receber saberá dar a devida importância. O outro ponto é que nos custa muito caro não agirmos de acordo com o que cremos; o que lhe é importante: agir conforme pensa ou pelo outro?

Para finalizar nossa discussão veja o que nos diz Arnaldo Jabor:
“O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca”

Até o próximo mês.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br