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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Vamos falar sobre o reconhecimento de nossas legítimas necessidades?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair

Olá leitores

Como vocês estão?

Neste mês vamos conversar sobre um tema que é indispensável ao nosso bem estar mas que é despercebido por nós: o reconhecimento de nossas legítimas necessidades.

Inicialmente, vamos esclarecer o que é necessidade. Esse termo designa uma maneira singular e subjetiva que compõe cada pessoa a buscar atender aquilo que lhe falta, em seu ambiente e relações, e como resultado, encontrar seu equilíbrio. Para exemplificar: uma necessidade humana universal é saciar a sede, mas cada indivíduo vai concretizá-la da melhor maneira que o satisfizer. E é claro que podemos estender essa explicação a todo e qualquer tipo de necessidade (fisiológica, emocional e social).

Você consegue dizer o que é necessário à sua vida? Será que somos conscientes do que é, efetivamente, importante a nós? Em minha prática clínica percebo que as respostas destas duas perguntas é “NÃO”!

Por quê?

Porque não estabelecemos uma comunicação fiel conosco, quer dizer, não estamos em contato contínuo com nós mesmos, isto é, não estamos plenamente concentrados em perceber aquilo que nos é essencialmente significativo pois cedemos às pressões externas para a obtenção de nosso contentamento. Acreditamos que a solução às nossas dificuldades estão localizadas “fora” de nós, o que é um grande equívoco, porque somente nós somos capazes de conhecer o que nos é imprescindível. Vivemos numa sociedade em que somente somos consideramos como participantes quando “temos” (por exemplo, o último celular lançado no mercado) e não quando “somos” aquilo que, verdadeiramente, “somos”. O lugar do ter, atualmente, sobrepõe o ser individual e diferenciado. E, a cada vez que optamos por essa dinâmica, nos distanciamos de nossas genuínas necessidades e, como consequência, nos apartamos de nossa integralidade.

Vamos refletir sobre isso: faço algo para mim ou para o outro? Quais os efeitos que isto traz à minha realização pessoal? Sinto-me gratificado com a vida que tenho? Se não, porque? Estou alinhado com o que, fundamentalmente, é relevante à minha existência?

Nossa vida nos será plena e harmônica quando agirmos em acordo com o que originalmente dará sentido ao nosso viver.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O quanto você se preocupa com sua aparência e o que faz para adequar-se às pressões sociais e culturais em prol de "ser aceito"?

Nós adoramos novidades! 
O Godoy Studio Hair fechou uma parceria com a Clínica de Psicologia Viver com Qualidade, onde mensalmente vamos ter em  nossa página uma coluna, carinhosamente registrada de "GENTE", abordando temas como saúde, bem estar, beleza, relacionamentos e cuidados, que irão levá-los a reflexão de nossos comportamentos relacionados a estes assuntos e como lidamos com eles. Ao mesmo tempo, reservar este espaço para a troca de ideias e opiniões, indo mais além da divulgação do nosso trabalho, partindo também com um portal mais completo e interativo.
Temos a certeza que esta parceria se torna uma excelente linha de comunicação entre nós e para nós!
Aguardem, amanhã 12 de Novembro, o primeiro texto!
Desejamos a todos uma excelente leitura!



Em primeiro lugar, agradeço o convite para participar deste projeto porque, além da possibilidade de dialogar e trocar experiências, meu aprendizado será contínuo.

Nossos “encontros” serão mensais, porém nada nos impede de nos comunicarmos durante este intervalo. O que pretendemos aqui é que este seja um espaço de trocas ininterruptas!

Minha proposta não é a de trazer respostas prontas ou fórmulas milagrosas, mas sim promover um espaço onde a comunicação possa tornar-se objeto de reflexão sobre nossa própria vida, uma vez que, com a correria do dia-a-dia, nos afastamos cada vez mais de nós mesmos.

Bem, comecemos então com uma pequena discussão e, por que não, uma provocação?! 

“O quanto você se preocupa com sua aparência e o que faz para adequar-se às pressões sociais e culturais em prol de “ser aceito”?”

Não adianta tentar enganar-se: quem de nós nunca se deteve na frente do espelho e elegeu inúmeros “defeitos e/ou imperfeições”? 

Desde sempre ouvimos que não devemos “nos corromper” pelos apelos incessantes da mídia e da nossa sociedade para que sejamos como os “perfeitos”, “famosos”, “lindos”... modelos de capas de revista. Mas, sejamos honestos, quem nunca disse para si mesmo “ah, se eu fosse mais...?” e respondeu essa pergunta com uma lista interminável de características como: alta, baixa, gorda, magra, loira, morena, cabelo liso, cabelo enrolado... lista esta que, depois de um tempo, nós mesmos nos encarregamos de mudá-la completamente... Quem é que nunca se influenciou ou se incomodou pela enxurrada destas mesmas revistas?!

Façamos um autoexame de consciência: ao passarmos horas fazendo compras, horas no salão de beleza, horas na academia... estamos realmente, cuidando de nosso bem estar, estamos fazendo porque necessitamos ou porque nos modificando seremos aceitos?

Todo ser humano necessita ser aceito e querido por seus semelhantes, pois, através disto, teremos o sentimento de sermos amados – isto norteia nossos relacionamentos, por isso, muitas vezes, em nome disto nos colocamos em situações que nos modificam a ponto de nos descaracterizarmos. 

Qual o resultado disto? Dívidas nos cartões de crédito, horas e horas na frente do espelho tentando achar uma “boa aparência”, afastamento do convívio social já que não se sente “bonito o suficiente”, entre tantas outras coisas não tão “leves” assim.

A verdade é que precisamos nos aceitar como somos e não como gostaríamos de ser.

Para alcançarmos este patamar, muitas vezes, nos preocupamos em “TER” determinada característica física, por exemplo, ao invés de “SER” como somos e devotar nossa atenção a alguns valores realmente válidos, como a compaixão por nossos semelhantes.

Será que a luta por nossa independência – tão necessária e justa – não nos torna dependentes de outra forma? Quando nos moldamos a sermos o que não somos não estamos nos tornando escravos de uma cultura que dita o que devemos ser e que não reconhece que é justamente a “diferença” que nos desenvolve e nos torna “únicos”?

Não pretendo condenar os cuidados com nossa aparência, mas sim discutir o quanto e como isto permeia nossa vida e quais são as consequências disto.

Muitas vezes nos sentimos estranhos em nosso próprio corpo e isto acontece porque vivemos um conflito entre o que somos e o que gostaríamos de ser, ou melhor, o que temos e gostaríamos de ter...

E vocês, o que tem a dizer sobre isto? Compartilhe conosco!

Até o próximo mês!

Rose