quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Começar o ano implica em possibilidades? Nem sempre. Podemos simplesmente carregar pendências que ficaram e continuam pedindo para serem fechadas.

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair


Vamos recomeçar nossos encontros. Feliz ano novo.

Em nosso último encontro falamos sobre como seria um bom fechamento de ano e, agora, vamos conversar sobre como iniciar um ano.

Vivemos numa cultura que busca incessantemente o prazer e somente o prazer sem limites. Um bom exemplo é o carnaval, que é claro um momento de alegria, mas que, indiscriminadamente, alegamos que podemos fazer tudo pela folia mas sem nenhuma noção da consequência de nossos atos.

Começar o ano implica um abrir possibilidades? Nem sempre. Podemos simplesmente carregar pendências que ficaram e continuam pedindo para serem fechadas.

O ano novo, efetivamente, representa dar continuidade aos anseios que existem e torná-los reais. Será que temos a ideia do que estamos continuando? Estamos repetindo ou criando novas possibilidades?

Criar possibilidades é dar permissão para viver o novo, o diferente. Quais são as chances que damos para vermos o novo? Quantas vezes nos escondemos ou evitamos o novo com a ideia de que “em time que está ganhando não se mexe”?

À medida que vamos construindo nossa vida, a partir de nossos anseios, esta passa a ter um sentido e significado próprios a cada um de nós.

Estamos numa época em que somos “obrigados” a estarmos bem, felizes, e sempre demonstrar que nossa vida caminha maravilhosamente bem! Vocês já perceberam que não temos espaço para expressarmos nossas tristezas, preocupações ou angústias? Precisamos sempre estar bem! E é ai que nos prejudicamos, já que a vida é feita de vários ciclos e não é possível mantermos o sorriso eternamente.

Este princípio de viver sempre “no” e “com” prazer norteia nossa vida e acaba se tornando uma imposição e, desta forma, o nosso ano prossegue sem que estejamos atentos ao que, realmente, nos é valoroso.

Façamos do nosso ano um reflexo de nossas verdadeiras e legítimas necessidades pois, assim, o concluiremos com a plena sensação de alegria e realização.

Até o próximo mês!

Rose

Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Por que será que sempre nos comprometemos com objetivos que sabemos, conscientemente, que não iremos concluir? Será que gostamos de nos enganar?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair?pref=photo


Agradeço todas as manifestações e felicitações por conta da primeira edição, ou melhor, de nosso primeiro bate papo e, com alegria, que proponho nosso próximo encontro.

Estamos nos aproximando do fechamento de mais um ano e, neste período, é comum fazermos aquela famosa retrospectiva e reavaliarmos nossos “acertos” e “erros” cometidos ao longo do ano.

O que chamamos de “acertos” e “erros”?

Aquilo que foi planejado e não concluído, o que desejamos, mas não sabemos por onde começar, planos e mais planos.

Por que será que sempre nos comprometemos com objetivos que sabemos, conscientemente, que não conseguiremos concluir? Será que gostamos de nos enganar?

Acredito que isto aconteça porque sempre pensamos em objetivos que estão fora de nossas reais possibilidades ou que estão no campo do desejo – aqui confundido com sonhos e ideais.

Ideal é algo que almejamos alcançar mas que desconsideramos as verdadeiras chances de ocorrer, como por exemplo, fazer uma viagem maravilhosa à Europa mas não economizar ou organizar-se para isto.

Objetivos são vontades que são arquitetadas para aconteceram de maneira ordenada, por exemplo, quero reduzir 5 kg de meu manequim mas para isto faço uma reeducação alimentar, pratico exercícios físicos, enfim, mantenho uma rotina disciplinada para alcançar o que quero.

Quero dizer que o resultado sempre será alcançado quando nos empenharmos, algumas vezes com sacrifício, e não com simples sonhos.

As frustrações que nos deparamos a cada final de ano é o resultado desta equação – ideal x objetivo – quer dizer utopia x realidade. O importante é verificar o que é realmente uma verdadeira necessidade e se dedicar a concretizá-la.

Façamos um honesto exame de consciência e vamos praticar aquilo que, verdadeiramente, conseguimos realizar.

Para encerrar quero dividir com vocês uma poesia que gosto muito e que, de uma maneira belíssima, sintetiza o que quero compartilhar e desejar a todos neste ano que começa:

POESIA DE NATAL
Cora Coralina

Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante

Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!

Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!


Excepcionalmente não publicarei a coluna no mês de janeiro porque estarei de férias.
Voltaremos a nos encontrar em fevereiro.

Boas festas!

Rose

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O quanto você se preocupa com sua aparência e o que faz para adequar-se às pressões sociais e culturais em prol de "ser aceito"?

Nós adoramos novidades! 
O Godoy Studio Hair fechou uma parceria com a Clínica de Psicologia Viver com Qualidade, onde mensalmente vamos ter em  nossa página uma coluna, carinhosamente registrada de "GENTE", abordando temas como saúde, bem estar, beleza, relacionamentos e cuidados, que irão levá-los a reflexão de nossos comportamentos relacionados a estes assuntos e como lidamos com eles. Ao mesmo tempo, reservar este espaço para a troca de ideias e opiniões, indo mais além da divulgação do nosso trabalho, partindo também com um portal mais completo e interativo.
Temos a certeza que esta parceria se torna uma excelente linha de comunicação entre nós e para nós!
Aguardem, amanhã 12 de Novembro, o primeiro texto!
Desejamos a todos uma excelente leitura!



Em primeiro lugar, agradeço o convite para participar deste projeto porque, além da possibilidade de dialogar e trocar experiências, meu aprendizado será contínuo.

Nossos “encontros” serão mensais, porém nada nos impede de nos comunicarmos durante este intervalo. O que pretendemos aqui é que este seja um espaço de trocas ininterruptas!

Minha proposta não é a de trazer respostas prontas ou fórmulas milagrosas, mas sim promover um espaço onde a comunicação possa tornar-se objeto de reflexão sobre nossa própria vida, uma vez que, com a correria do dia-a-dia, nos afastamos cada vez mais de nós mesmos.

Bem, comecemos então com uma pequena discussão e, por que não, uma provocação?! 

“O quanto você se preocupa com sua aparência e o que faz para adequar-se às pressões sociais e culturais em prol de “ser aceito”?”

Não adianta tentar enganar-se: quem de nós nunca se deteve na frente do espelho e elegeu inúmeros “defeitos e/ou imperfeições”? 

Desde sempre ouvimos que não devemos “nos corromper” pelos apelos incessantes da mídia e da nossa sociedade para que sejamos como os “perfeitos”, “famosos”, “lindos”... modelos de capas de revista. Mas, sejamos honestos, quem nunca disse para si mesmo “ah, se eu fosse mais...?” e respondeu essa pergunta com uma lista interminável de características como: alta, baixa, gorda, magra, loira, morena, cabelo liso, cabelo enrolado... lista esta que, depois de um tempo, nós mesmos nos encarregamos de mudá-la completamente... Quem é que nunca se influenciou ou se incomodou pela enxurrada destas mesmas revistas?!

Façamos um autoexame de consciência: ao passarmos horas fazendo compras, horas no salão de beleza, horas na academia... estamos realmente, cuidando de nosso bem estar, estamos fazendo porque necessitamos ou porque nos modificando seremos aceitos?

Todo ser humano necessita ser aceito e querido por seus semelhantes, pois, através disto, teremos o sentimento de sermos amados – isto norteia nossos relacionamentos, por isso, muitas vezes, em nome disto nos colocamos em situações que nos modificam a ponto de nos descaracterizarmos. 

Qual o resultado disto? Dívidas nos cartões de crédito, horas e horas na frente do espelho tentando achar uma “boa aparência”, afastamento do convívio social já que não se sente “bonito o suficiente”, entre tantas outras coisas não tão “leves” assim.

A verdade é que precisamos nos aceitar como somos e não como gostaríamos de ser.

Para alcançarmos este patamar, muitas vezes, nos preocupamos em “TER” determinada característica física, por exemplo, ao invés de “SER” como somos e devotar nossa atenção a alguns valores realmente válidos, como a compaixão por nossos semelhantes.

Será que a luta por nossa independência – tão necessária e justa – não nos torna dependentes de outra forma? Quando nos moldamos a sermos o que não somos não estamos nos tornando escravos de uma cultura que dita o que devemos ser e que não reconhece que é justamente a “diferença” que nos desenvolve e nos torna “únicos”?

Não pretendo condenar os cuidados com nossa aparência, mas sim discutir o quanto e como isto permeia nossa vida e quais são as consequências disto.

Muitas vezes nos sentimos estranhos em nosso próprio corpo e isto acontece porque vivemos um conflito entre o que somos e o que gostaríamos de ser, ou melhor, o que temos e gostaríamos de ter...

E vocês, o que tem a dizer sobre isto? Compartilhe conosco!

Até o próximo mês!

Rose