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segunda-feira, 24 de maio de 2021
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Entrevista concedida - Mulher que consome sem limites usa as compras como escape
Para conter o problema é preciso tomar consciência do motivo que a leva a agir assim
Por Tany Souza - Site Arca Universal
Chegar à loja e comprar tudo o que se tem vontade, mas sem necessidade alguma. Este é o primeiro indício de que a mulher está passando por algum momento delicado e usa o consumo para compensar o sofrimento.
É o que explica a psicóloga Roseleide da Silva Santos sobre os motivos que levam a mulher a um consumismo desenfreado. "Chamamos de consumo prejudicial, porque ela o usa como um escape, para aliviar o sofrimento. E se isso é frequente, perderá a capacidade de gerenciar o que está fazendo, o problema que está passando e o que está gerando, que é o endividamento."
Outro fator que pode levar ao consumismo exagerado é a influência da mídia. "Ela pensa que tem que ter aquele objeto para se sentir pertencendo a um grupo, para que seja aceita pelas pessoas. São mulheres com autoestima baixa, e que obtêm externamente o que não conseguem suprir no emocional", esclarece.Mais exposição
A agente de aeroporto bilíngue Tatiana Galdeano, de 35 anos, conta que quando estava com algum problema ou frustração, descontava esta angústia nas compras. "Eu saía e comprava roupas, sapatos e, na maioria das vezes, me arrependia depois e não usava tudo aquilo que adquiri. Hoje, tenho consciência disso, porque fiz tratamento e também porque eu me endividei."
Para Roseleide, fora de uma crise emocional, a mulher também consome de forma diferente do homem. "Ele não tem paciência e consegue ser mais objetivo, entra na loja e já sabe o que comprar. Já a mulher gosta da variedade, do passeio, do lazer, observa o tecido, o caimento. Mas quando usa a compra para substituir o sofrimento, compra sem ver e sem pensar."
Além disso, o consumismo feminino fica mais evidente porque a mulher se expõe mais. "Conta para a família, para os amigos que comprou isso, que agora ela tem aquele objeto tão desejado. Mas este prazer acaba rápido, porque foi somente para suprir um problema, uma carência emocional. Passou aquele momento, ela vai querer outra coisa", diz a psicóloga.
Para o futuro
E é necessário ter cautela, pois o desejo de comprar o que não precisa pode ser passado ao filho desde pequeno. "É preciso pontuar algumas coisas: Pra que eu preciso consumir? Qual o objetivo de ter aquilo? Qual o propósito de fazer aquela compra? Além disso, os pais dão o exemplo nas atitudes e não somente na fala, porque dizer o que deve fazer e agir de forma contrária não mostra coerência", exemplifica Roseleide.
Para a mulher adulta saber conter o seu consumismo desenfreado é preciso tomar consciência do motivo que a leva a agir assim. "Ter consciência é admitir e ser responsável por aquilo que eu faço. E para que ela chegue a este grau de equilíbrio é preciso ajuda profissional."
A psicóloga ressalta, porém, que consumir não é errado. "Ter uma vida confortável não é feio, sujo, ilegal, é um direito. Mas o que a pessoa faz com este bem é outra história. Devemos pensar: ‘Sou alguém independentemente do que eu tenho’."
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Insegurança
Você se sente inseguro? O que significa insegurança?
Sentir-se inseguro é natural. Pode parecer estranha esta afirmação mas, se considerarmos que somos seres imperfeitos e falíveis, é muito mais fácil acreditar que a insegurança permeia nossas atitudes.
Consideramos que o sentimento de insegurança torna-se prejudicial à nossa vida quando não conseguimos nos adequarmos às situações ou dificuldades que atravessamos.
As principais características de uma pessoa severamente insegura são:
· Sente-se inferior perante qualquer evento ou pessoa;
· Não conclui nada do que se propõe a realizar (cursos, relacionamentos, etc.);
· Isolamento social: não consegue estabelecer ou formar redes de contato;
· Vive com dúvidas, isto é, não confia em suas habilidades.
A partir do exposto acima a pessoa insegura desenvolve a crença de que não é competente para resolver quaisquer problemas com que se depara; sempre acredita que os outros serão capazes de solucionar seus problemas. A insegurança, muitas vezes, é a base de crises de ansiedade e pode, inclusive, desencadear um quadro depressivo.
A melhor forma de sentirmo-nos suficientemente preparados para os confrontos de nossa vida é através do autoconhecimento pois, à medida que conhecemos e reconhecemos nossas reais e possíveis competências, nos tornamos aptos a enfrentar as adversidades ou recorrer a qualquer ajuda sempre que necessário.
Um forte abraço,
Rose
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Ansiedade
Ansiedade é uma característica inerente ao ser humano e que tem por objetivo a promoção do auxílio ao nosso desenvolvimento emocional, porém, pode tornar-se prejudicial ao mesmo quando sentimo-nos incapazes de lidar com situações inesperadas em nossas vidas. Isto se deve ao fato de que, ao nos depararmos com situações imprevistas, sentimo-nos despreparados para confrontá-las e, neste momento, nossa capacidade de reação fica reduzida, tornando-nos indefesos diante daquilo que consideramos ameaçador. A interpretação que fazemos de nossa realidade nos torna vulneráveis ou não às adversidades e, com isso, nosso grau de ansiedade também se altera. Portanto, consideramos a ansiedade nociva quando sentimos que estamos inseguros para enfrentar aquilo que é visto como capaz de ameaçar nossa integridade física e emocional.
A ansiedade patológica acarreta danos à nossa vida por invalidar nossas ações perante as adversidades, sejam elas reais ou fruto de nossa leitura do mundo. Um bom exemplo disto é uma pessoa claustrofóbica (medo excessivo de lugares fechados) que, ao se deparar com o objeto de seu medo desencadeia uma série de reações fisiológicas, tais como, taquicardia, sudorese, náusea, vertigem, desmaio, entre outras, que proporcionam grande mal estar.Além da claustrofobia podemos citar: agorafobia (medo de sentir medo); síndrome de pânico (crise de ansiedade desencadeada a partir da exposição ao agente ameaçador); fobia específica (medo excessivo de alguma situação e/ou pessoa / animal); fobia social (medo irracional em contextos sociais) e ansiedade generalizada (sentimento crônico de desespero e aflição).
Um grande abraço a todos e até a próxima!
Rose
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