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segunda-feira, 7 de março de 2016

Participação no II Curso de Psiquiatria para não Psiquiatras













II Curso de Psiquiatria para não psiquiatras promovido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.


O evento contou com as apresentações de Wagner Gattaz, Guilherme V. Polanczyk, Alexander Moreira-Almeida, André Russowsky Brunoni, Sergio Telles e Guillermo Bigliani, Francisco Lotufo Neto e Carmita Abdo.







terça-feira, 3 de novembro de 2015

Quando nos referimos à depressão, o primeiro sentimento que nos lembramos é a tristeza. Esse sentimento é parte integrante de todo ser humano e, portanto, não deve ser ignorado ou negligenciado como estamos habituados a fazer

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair

Olá leitores. Como estão?

Neste mês vamos conversar sobre um tema delicado que aflige um número cada vez maior de pessoas e que é, infelizmente, motivo de muito preconceito e que é considerado “o mal do século”: a depressão.

Vocês, provavelmente, já tiveram contato com pessoas que possuem esse diagnóstico, outras que se sentem “depressivas” e aquelas que, quando não estão num bom momento, sentem-se na “deprê”.

Quando nos referimos à depressão, o primeiro sentimento que nos lembramos é a tristeza. Esse sentimento é parte integrante de todo ser humano e, portanto, não deve ser ignorado ou negligenciado como estamos habituados a fazer; em nossa cultura todo e qualquer sentimento considerado “ruim” deve ser eliminado, pois somente somos autorizados a viver “os bons sentimentos”. Por que será que isto ocorre? Será que somos educados a compreender que este sentimento nos auxilia a entender o que acontece conosco? Recentemente foi lançado um filme “Divertidamente” que, de forma lúdica, nos ensina a importância de nossos sentimentos; recomendo.

Como reagimos às nossas tristezas? Enfrentando ou fugindo? E que consequências temos diante da omissão aos nossos sentimentos? A forma saudável de superar nossas dificuldades é, antes de tudo, ter conhecimento de como somos afetados pelos acontecimentos da nossa vida e buscar lidar com eles. Quando isso não acontece podemos desenvolver um quadro de desequilíbrio emocional que pode acarretar numa situação “depressiva”. Vamos esclarecer do que estamos falando.

O episódio depressivo se caracteriza por um período em nossa vida em que nos encontramos tristes diante de uma perda que nos é significativa e precisamos de um tempo (que não é cronológico e cada um tem o seu) para elaborarmos essa situação. Isto é uma condição que todos nós, em algum momento de nossa vida, vamos enfrentar. Nessa fase necessitamos nos dar o direito de viver nosso luto e, a partir, deste cuidado, nos tornamos capazes de remover o sofrimento e conviver com nossa dor desta falta.

A depressão é considerada uma doença, uma vez que dificulta ou incapacita a pessoa a realizar suas atividades rotineiras, pois esta se sente desesperançosa, desmotivada, desanimada, abatida, melancólica, irritadiça, há perda de prazer em realizar qualquer atividade, alterações no sono, perda ou ganho de peso, ideações suicidas, enfim, a vida não tem nenhum propósito ou razão. Geralmente as pessoas se dizem “com um vazio”, “dor na alma”, “a vida não tem nenhum sentido”, queixam-se constantemente porque “nada dá certo”, sentem “uma tristeza que não passa” ou uma “dor no coração”. É de suma importância que a pessoa acometida e/ou seus familiares percebam a gravidade da situação, o que normalmente não acontece, porque acreditam que essa situação é passageira ou porque não quer ser reconhecida como “doente”, e, desta forma, tarda a procura por ajuda o que piora seu quadro.

É somente através de uma avaliação de um psicólogo ou psiquiatra que podemos averiguar o que está efetivamente ocorrendo e propor o tratamento adequado.

Os tratamentos recomendados são o psicológico e psiquiátrico, sendo que o primeiro auxilia e favorece o entendimento da razão que a faz sentir-se assim e o segundo a cuidar dos sintomas.

Esteja atento e, se necessário, procure ajuda em nome de sua saúde.

Até o próximo mês!

Abraços,
Rose

Revisão: Regiane da Silva Santos

Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Pensamento negativo é um escape para a falta de ação

Pessoa insegura pensa mais negativamente

Por Tany Souza - Site Arca Universal

De repente surge aquela nuvem negra bem em cima da cabeça que traz questionamentos e pensamentos negativos sobre se consegue ou não fazer o que tem que ser feito; se é melhor desistir do que tentar; se é melhor nem arriscar para não perder tudo. Isso acontece mais com quem é inseguro.
 
É isso que a psicóloga Roseleide da Silva Santos afirma ao dizer que uma pessoa insegura geralmente é quem tem mais pensamentos negativos. "É característica de pessoa insegura. Quando encontra qualquer adversidade já diz que não acontecerá e justifica afirmando que não consegue fazer. Isso acontece porque se vê como alguém incompetente, não se garante, e tudo se torna muito mais difícil do que é."
 
Essa autoimagem de incompetência faz com que a pessoa não tenha ações para resolver problemas. "Ela sente que não tem recursos pessoais para lidar com a situação ‘x’, alegando que sua falta de ação se justifica pela distância, porque sairá da rotina, vai demorar muito para resolver, etc.", explica Roseleide.
 
Mas a insegurança não é característica somente de algumas pessoas. "Todo ser humano é inseguro, atributo que faz ele não saber das habilidades que tem. Porém, aqueles que têm esse nível de insegurança não conseguem tomar atitudes", esclarece a psicóloga.
 
Há quem prefira pensar negativamente para evitar uma frustração futura ou, se der certo, a alegria será ainda maior. "Pessoas assim possuem baixa tolerância à decepção, não conseguem lidar com aquilo que não as satisfaz. Já vai com esse pensamento, como se fosse a sorte que contasse nessa hora e não a sua habilidade, a atitude. Elas entendem que a frustração é sinônimo de derrota, de fracasso."
 
Para Roseleide, a frustração faz parte e até pode se tornar um desafio em outra oportunidade parecida. "Porém, quando se tem o pensamento negativo, nem ao menos se tenta resolver o problema, porque já se considera alguém com dificuldade de acreditar em si, em suas capacitações como ser humano."
 
Porém, a psicóloga enfatiza que esse sentimento tem o seu lado bom. "É importante considerar que essa insegurança faz parte e é fundamental para reconhecer o que precisa ser desenvolvido em termos de habilidade e também para conhecer os limites. E isso acontece no decorrer dos anos, conforme o desenvolvimento pessoal, reconhecendo o que é fantasia e o que é real."
 
Caso de depressão
O problema ocorre quando essa insegurança se torna crônica. "E isso pode desencadear uma depressão, pois a pessoa cultiva durante anos a ideia de que não será bem-sucedida", ressalta Roseleide.
 
É por isso que um tratamento preventivo é essencial. "Quando a pessoa perceber que ela é insegura, que isso a impede de tomar decisões, é preciso cuidar desse sintoma ao longo da vida. Mas se ela já tem essa consciência, a insegurança não abaterá tanto o ponto de causar uma depressão", finaliza a psicóloga.
 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Entrevista concedida - Ociosidade feminina pode ser indício de depressão

Mas isso depende do momento de cada mulher


Por Tany Souza - Site Arca Universal

Estar em férias, desempregado ou até mesmo passando por um momento difícil da vida, como perder um ente querido, por exemplo, pode ser um momento de ociosidade. Porém, esperar a vida passar sem fazer nada, ser acomodada, não é nada benéfico para a mulher – ou para qualquer pessoa.

Segundo a psicóloga Roseleide da Silva Santos, o ser humano está sempre propenso a julgar. “Quando vemos alguém sem fazer nada, logo imaginamos que ele está ocioso, e que é uma pessoa encostada na vida. Mas nem sempre a ociosidade é assim. Às vezes, a pessoa está precisando de um tempo para se adequar a uma nova realidade, para tomar alguma decisão, fazer uma reflexão pessoal.”

Porém, a psicóloga alerta: esse tempo de ociosidade não pode ser prolongado. “Quando uma mulher entra na estagnação e não consegue sair, está se sentindo impotente em relação a si mesma, e talvez já tenha entrado em um episódio depressivo, que é o momento do abatimento, da frustração, da falta de perspectiva pontual. Caso o ócio não esteja no caráter de descanso, ele sinaliza algo que precisa ser descoberto.”


É claro que esta ociosidade profunda pode trazer consequências. “Mesmo ela se sentindo satisfeita com sua ociosidade, não deve considerar isso um problema, mas o comportamento é caracterizado como uma passividade e isso não é positivo, porque ficará estagnada. Um ser humano não é um ser para ficar parado, ele precisa se relacionar com outras pessoas para estar em constante desenvolvimento com o outro”, explica Roseleide.


Porém, se a mulher tiver consciência da sua ociosidade e mesmo assim não desejar sair disso, é preciso mostrar a ela que esta permanência não é boa para si e para a sua relação com a família. “Desta forma, ela está adoentada, já tem grandes perdas e está sendo prejudicada por isso. Uma conversa com alguém próximo talvez a ajude a sair desta vida ociosa, mas pode acontecer também o contrário. É preciso ter referência do por quê está em depressão”, diz.

Não seja ociosa

A psicóloga enfatiza alguns pontos importantes em relação à ociosidade feminina:

- ela tem que entender o que isso implica na vida dela, se é uma escolha ou resultado de algo que acontece. No último caso, deve-se acender um sinal de alerta.

- mantenha o contato com as outras pessoas e reflita sempre sobre as opiniões individuais.

- mantenha-se ocupada com coisas que a realizem na sua vida profissional, social e familiar.

Roseleide também ressalta que a ociosidade depende de um contexto. “Para o outro pode ser ruim, mas para a pessoa não. Geralmente julgamos o que significa a situação, mas nunca interpretamos o ser humano como único e isso é errado.”


A escritora Cristiane Cardoso, em seu livro “A Mulher V”, diz que a mulher tem que sempre se manter ocupada. “Não deixe que a sua mente fique vazia. Concentre-se em alguma coisa e, quando terminar, concentre-se em outra coisa, até que esteja bem cansada e só lhe restem forças para ir para a cama.

”Porém, ela adverte que a mulher não pode se ocupar com qualquer coisa. “Certifique-se de que se ocupe primeiro com as coisas que só você pode fazer como cuidar da sua saúde, da sua vida espiritual, dar mais de si, ser responsável e ser você mesma”, finaliza Cristiane.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Insegurança

Você se sente inseguro? O que significa insegurança?
Sentir-se inseguro é natural. Pode parecer estranha esta afirmação mas, se considerarmos que somos seres imperfeitos e falíveis, é muito mais fácil acreditar que a insegurança permeia nossas atitudes.
Consideramos que o sentimento de insegurança torna-se prejudicial à nossa vida quando não conseguimos nos adequarmos às situações ou dificuldades que atravessamos.
As principais características de uma pessoa severamente insegura são:
·         Possui medo indiscriminado;
·         Sente-se inferior perante qualquer evento ou pessoa;
·         Não conclui nada do que se propõe a realizar (cursos, relacionamentos, etc.);
·         Isolamento social: não consegue estabelecer ou formar redes de contato;
·         Vive com dúvidas, isto é, não confia em suas habilidades.
A partir do exposto acima a pessoa insegura desenvolve a crença de que não é competente para resolver quaisquer problemas com que se depara; sempre acredita que os outros serão capazes de solucionar seus problemas. A insegurança, muitas vezes, é a base de crises de ansiedade e pode, inclusive, desencadear um quadro depressivo.
A melhor forma de sentirmo-nos suficientemente preparados para os confrontos de nossa vida é através do autoconhecimento pois, à medida que conhecemos e reconhecemos nossas reais e possíveis competências, nos tornamos aptos a enfrentar as adversidades ou recorrer a qualquer ajuda sempre que necessário.
Um forte abraço,
Rose

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dor

A matéria de capa da revista Veja desta semana esclarece com propriedade a diferença entre a Dor Aguda e a Dor Crônica, por ser este um assunto cada vez mais discutido e um problema cada vez mais comum, por isso vamos tratá-lo também aqui.

Para começar, vale à pena distinguir os tipos:
A Dor Aguda é uma resposta de nosso organismo a agentes externos, sejam eles térmicos, químicos ou mecânicos, demonstrando que estes agentes comprometem o funcionamento adequado do mesmo.
A Dor Crônica pode ser determinada como uma “falha” em nosso organismo, pois, na maioria das vezes, o agente causador da dor já se extinguiu ou nunca existiu.

O fator mais relevante na diferenciação entre a Dor Aguda e a Dor Crônica está no tempo de duração da mesma. A Dor Aguda, dependendo do agente causador, poderá perdurar por até um mês, embora existam exceções, e cessar tão logo o agente causador seja extinto, já Dor Crônica persiste por tempo indeterminado, porém no mínimo por três meses, apesar, como já dito anteriormente, da extinção de seu agente causador.

Mas vocês devem estar se perguntando qual o papel da Psicologia neste contexto. Muito simples.

À medida que a Dor Crônica avança, ela carrega consigo toda a energia e disposição do portador, comprometendo seu bem-estar uma vez que, além da dor em si, traz também um grande cansaço e desânimo. O portador de Dor Crônica, na maioria das vezes, passa a apresentar então um quadro de depressão, pois a mesma atua como um fator limitante de sua vida.

Neste caso o portador de Dor Crônica perde o sentido de sua vida, pois já não possui mais prazer em realizar suas atividades rotineiras. O portado de Dor Crônica permanece neste estado de desânimo, abatimento e tristeza, o que dificulta, e muito, o engajamento em qualquer tratamento.

O tratamento à Dor Crônica inclui, além de medicamentos, acupuntura, fisioterapia, hidroterapia, entre outros, e psicoterapia.

A Psicoterapia atuará justamente a fim de reduzir e diminuir os sintomas depressivos, recuperando a capacidade de conviver e enfrentar as dificuldades impostas pelo quadro de Dor Crônica.


Um grande abraço e até a próxima!

Rose