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sábado, 19 de setembro de 2015

Como os homens lidam com seus sentimentos, especialmente, em seus relacionamentos afetivos?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair

Olá leitores.

Nesta coluna quero discutir um tema que é pouco, ou quase nada, abordado em nosso cotidiano, mas que se mostra como um grande sofrimento: como os homens lidam com seus sentimentos, especialmente, em seus relacionamentos afetivos.

Deparei-me com essa questão a partir do relato de um cliente que se sentia angustiado com seu casamento. A sua dificuldade era a de compreender o que sua esposa queria da relação e qual a expectativa desta sobre seu papel na relação. Eis que num momento ele se faz a seguinte pergunta: "Mas, e eu, como estou nesta relação?", "O que quero?", "Como manter esse casamento?".

Sai do atendimento com uma reflexão: como o homem hoje se vê em seus relacionamentos amorosos? Comecei a ler sobre o tema e pude constatar como essa questão é atual e aflige um número significativo de homens. Para vermos isso basta olhar ao nosso redor: a imprensa vem destacando, sucessivamente, o assunto, pois já foram dedicadas revistas somente sobre esse tema, em "rodinhas" de amigos o comentário é o mesmo: "O que as mulheres querem de nós?"; entre as mulheres o comentário é outro: "Meu marido e/ou namorado não me entende".

Quero aqui ater-me sobre a perspectiva do sexo masculino. Parece-me que os homens estão perdidos e confusos, pois até bem pouco tempo atrás não lhe era permitido, por exemplo, chorar (muitos foram e são educados desta forma) e hoje são exigidos a expressar seus sentimentos. Que dilema!!! Como fazer isso? Em que medida? Não serão vistos como "manteigas derretidas"? Talvez sejam algumas perguntas que sejam feitas.

Acredito que estejamos vivendo um período de transição nos relacionamentos afetivos. A partir da emancipação feminina houve uma grande transformação social, política, econômica e, principalmente, afetiva, pois, a mulher deixou de ocupar a posição de submissa para conquistar seu espaço. E o homem continuou a ser educado como o "cabeça da família", “o provedor” que tem a única função prover financeiramente a família. Há, porém, aqueles homens que desejam participar ativamente da vida familiar, mas são discriminados pelos amigos. Há um descompasso.

Não é minha intenção avaliar as possíveis responsabilidades sobre tais mudanças. Meu desejo é conhecer como o sexo masculino está diante dessa nova concepção social.

Quero conhecer sua opinião sobre o assunto: E você, como vê a questão? Como estão os homens que conhece? E você, homem, como está?

Até o próximo mês!

Abraços,
Rose

Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

terça-feira, 24 de abril de 2012

Entrevista Concedida - Quem toma as decisões familiares?

Depende do tipo de relação escolhido pelo casal

Por Tany Souza – Site Arca Universal

Há alguns anos, o homem era quem comandava a casa e a família. Isso porque somente ele trabalhava fora e tinha a obrigação de manter tudo com o salário que recebia. Com o desenvolvimento da sociedade, a mulher precisou, mas também desejou, ir ao mercado de trabalho, para conquistar o seu espaço profissional e financeiro. Mas será que isso mudou a maneira de tomar decisões dentro da família?

Para a psicóloga Roseleide da Silva Santos, houve sim uma mudança, pois ambos começam a decidir dentro da casa. “Como ela também trabalha, pode contribuir para as decisões da família e não é somente o homem que tem esse papel de chefe do lar. Porém, hoje em dia os casamentos estão entrando em atrito justamente por causa disso, pois a mulher não aceita mais a posição de obediência ao que o marido decidir.”

Isso acontece porque as relações humanas – e conjugais – estão sempre em constante mudança, devido às transformações econômicas, culturais, sociais. “É por isso que hoje as decisões tomadas não são somente do homem. Antes era só desse jeito, hoje existem outras possibilidades de dinâmica entre o casal. Eles se adaptam à realidade que criam: se definem que será o homem a tomar decisões, tudo bem, se os dois, tudo bem também. Tudo depende de como é bom para um relacionamento saudável entre eles”, explica Roseleide.

A psicóloga esclarece que estamos vivendo um momento de transição, onde cada casal cria o seu jeito de organizar a casa. “Porém, é importante ressaltar que, se a mulher considera que depender do marido a torna segura, isso não é saudável, mas é uma dependência. Mas, se ela o tem como um amparo, contando com uma ajuda, isso é o adequado. Um casamento tem que ser ‘nós’ e não ‘eu’.”

Em conjunto, em casal

Segundo Roseleide, viver um casamento é saber dividir as decisões e responsabilidades. “Estar casado é não se isentar da decisão, é estar com o outro, ao seu lado. Às vezes, é pesado para o homem determinar algo. Dividir isso em parceria deixa o casamento e a situação em questão mais leve. É complicado exigir do outro o que nós mesmos não seríamos capazes de fazer sozinhos.”

E essa divisão de responsabilidade na tomada de decisões traz bons exemplos para os filhos. “Eles aprenderão que a vida é de partilha, que não somos autossuficientes, e que sempre podemos precisar do auxílio do outro, a qualquer momento. Em uma relação onde há troca, há sempre ajuda”, finaliza Roseleide.