segunda-feira, 4 de abril de 2016

Palestra "Espinosa e a Afetividade Humana"




com o palestrante Luis César Oliva



Palestra "Sabor e Saber: Espinosa e a Afetividade Humana" ministrada por Luís César Oliva, palestrante da Universidade de São Paulo, no Instituto Gestalt de São Paulo realizada no dia 02 de abril de 2016.

Apresentação brilhante!

terça-feira, 15 de março de 2016

Ao falarmos de decepção estamos nos referindo ao anseio que é depositado em realizar algo mas, que por muitas vezes, não se concretiza

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair


Olá leitores

Como estão?

Neste mês vamos discutir sobre um sentimento que permeia nossas relações: a decepção.

É claro que vocês já passaram pela experiência de se sentirem decepcionados, seja com pessoas, situações, momentos de vida, enfim, das mais diversas maneiras. É muito comum, em meu consultório, relatos de como é dolorido se decepcionar, principalmente, com aquelas pessoas por quem temos algum afeto.

O que é decepção? É quando temos uma expectativa, geralmente alta, perante algo ou alguém, que não é correspondida e que culmina gerando uma desilusão ou desconforto. Isso significa que a decepção está intimamente relacionada à forma ou leitura que fazemos dos fatos/pessoas e o que esperamos destes, como acreditamos ou aguardamos que este outro nos traga algum bem estar ou beneficio. Ao falarmos de decepção estamos nos referindo ao anseio que é depositado em realizar algo mas, que por muitas razões, não se concretiza. Portanto, quanto maior a expectativa poderá ser ainda maior a decepção.

Além disso, existem casos onde há cobranças ou exigências, de que a outra parte atenda à aquilo que lhe foi pedido ou solicitado, sem que este possa negar-se a fazê-lo.

Cabe aqui diferenciar decepção de frustração, pois esta diz respeito à uma necessidade que possuímos mas que não é saciada (por exemplo, termos sede e não satisfazê-la), quer dizer, isto é vital ao nosso bom funcionamento e tem um papel diferente. Sentir-se frustrado nos auxilia a buscar novas maneiras e/ou ajustes de como sanar nossas necessidades, porque, nem sempre, elas estarão ao nosso alcance de forma acessível, isto é, é um grande motivador à nossa evolução.

E por que criamos tantas expectativas? Talvez porque queremos que os outros sejam como nós, se comportem como nós, pensem como nós, isto é, só é aceito aquilo que for semelhante ou igual e o contrário disto é rejeitado. A expectativa é aquilo que é esperado ou desejado ao outro, mas que nos satisfaça integralmente. O que esperamos que façam por nós, que não conseguimos sozinhos? Ou, porque esperamos que corresponda totalmente por aquilo que pensamos sobre ele? Será que somos aptos a entender ou compreender o outro por completo a ponto de saber tudo sobre este?

É fundamental que vivenciemos a decepção porque através disto seremos capazes de perceber o quanto transferimos ao outro algo que nos é tão importante e também nos ajudará a compreender como estabelecemos nosso contato com as pessoas, quer dizer, o quanto conhecemos com quem estamos nos relacionando e o quanto podemos contar ou esperar destas, já que a confiança é um bem adquirido e conquistado dentro de uma relação.

Até o próximo mês.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

segunda-feira, 7 de março de 2016

Participação no II Curso de Psiquiatria para não Psiquiatras













II Curso de Psiquiatria para não psiquiatras promovido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.


O evento contou com as apresentações de Wagner Gattaz, Guilherme V. Polanczyk, Alexander Moreira-Almeida, André Russowsky Brunoni, Sergio Telles e Guillermo Bigliani, Francisco Lotufo Neto e Carmita Abdo.







quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O que quer dizer “anular-se”? Essa situação é aquela em que, para nos sentirmos aceitos e, principalmente, amados, nos negligenciamos a ponto de não nos fazermos presentes no relacionamento

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair


Olá leitores.

Feliz 2016!

Vamos recomeçar nossos encontros e, para o ponto de partida, proponho um tema que tem sido recorrente em meu consultório e que acredito que também apareça no nosso dia a dia: quando nos anulamos perante nossos relacionamentos, especialmente, amorosos.

A queixa comum desta condição é que as pessoas sabem que aquele relacionamento não lhe faz bem, mas se sentem incapazes de separar-se ou procurar melhorar tal situação.

O que quer dizer “anular-se”? Essa situação é aquela em que, para nos sentirmos aceitos e, principalmente, amados, nos negligenciamos a ponto de não nos fazermos presentes no relacionamento (é como se não participássemos do mesmo). Ouvi recentemente de um cliente “para ser aceito por minha mulher precisei abrir mão de ser eu mesmo”, ou seja, nos tornamos uma fraude, criamos um personagem que agrada ao outro e nunca a nós mesmos.

Muitas vezes não temos a percepção de que estamos agindo desta forma, mas a sensação de que algo não satisfaz é notada, porém, sem ser valorizada. E o que faz essa percepção ser sentida? É quando, passados muitos acontecimentos, vamos conscientizando-nos dolorosamente, que não é desta forma que seremos felizes, pois são muitas as desilusões, decepções e frustações. Ou, quando nossa infelicidade fica crônica e os outros passam a nos contar que estamos diferentes, tristes, nosso modo de ser é outro, enfim, nosso comportamento sofre muitas alterações.

Isso acontece porque somos educados e aprendemos que a única fonte de felicidade é quando estamos num relacionamento e que isto seria sinônimo de prazer eterno, e quem não o encontra teria “algum problema” ou “estaria encalhado”, enfim, toda sorte de termos pejorativos que mostram que somos incompetentes para firmamos um relacionamento.

O ser humano é um ser relacional, portanto, necessita estar em relação com o outro para se constituir com um ser pensante, presente e atuante, mas que tipo de relacionamento estamos experimentando ou falando? O que ouço de meus clientes é que não querem se sujeitar a uma condição em que se sentem constantemente humilhados, desprezados, ignorados ou “pagar qualquer preço” para terem alguém consigo.

E como solucionar esta dificuldade? O importante é desenvolver a nossa capacidade de nos valorizarmos e reconhecermos (autoestima) o que é essencialmente importante a cada um e não o mero cumprimento de protocolos sociais e culturais, além de compreender as reais necessidades individuais e não transferir ao outro, ou cobrar deste, a incumbência de nos fazer felizes (o que é, no senso comum, chamado de carência). A nossa felicidade não depende do outro e sim do nosso esforço individual, de evoluirmos como seres autônomos e termos com o outro uma parceria nesse processo, e não uma “muleta” para preencher nossos “vazios”.

Finalizando nossa conversa quero propor uma reflexão a partir de uma frase do brilhante Jean Paul Sartre:

 “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”

Até o próximo mês.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br