quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vamos conversar sobre autossabotagem?

Texto publicado na página Godoy Studio Hair - https://www.facebook.com/godoystudiohair


Olá leitores

Como estão?

O tema deste mês foi me solicitado porque é algo que, muitas pessoas, se percebem fazendo não compreendem o porquê: vamos conversar sobre autossabotagem.

A primeira ideia que as pessoas tem é que se trata de uma condição autodestrutiva e/ou também como sendo um processo de punição, ambas imperceptíveis.

Essas definições não estão completamente equivocadas pois, cada indivíduo, em seu processo de evolução, desenvolverá maneiras de lidar com suas mazelas pessoais. Sempre procuramos a melhor maneira de nos proteger e defender do que nos aflige, quer dizer, cada um elabora a mais adequada forma de lidar com seu sofrimento.

A autossabotagem ocorre, geralmente, quando desconhecemos nossa competência e, consequentemente, agimos de maneira a prejudicar nossas realizações e satisfações, mesmo sem notar, ou seja, à medida que os conflitos surgem em nossa vida gradualmente diminuímos nossa eficiência na resolução destes o que minimiza nossa autopercepção. Ignorância pessoal é sinônimo de incapacidade de melhoramento. Sentimentos como insegurança, ansiedade e medo são preponderantes nessa condição. A dificuldade na compreensão de quem verdadeiramente somos nos atrapalha profundamente.

A leitura de como somos afetados por aquilo que se sucede em nossa vida nem sempre é conhecido em sua totalidade, o que compromete a nossa compreensão de nossos sentimentos e emoções. Autoestima equilibrada e querer-se bem são as chaves para escapar dessa circunstância.

É vital para nossa saudável expansão que saibamos as habilidades pessoais que temos a nosso dispor pois, é através daquilo que vivemos e nos conscientizamos, que nos tornamos aptos a enfrentar as adversidades e promovem o autoconhecimento.


Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Em nosso último encontro de 2016 falaremos sobre um tema que é muito apropriado para essa época do ano: a importância que as pessoas tem em nossa vida

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Olá leitores

Como estão?

Em nosso último encontro de 2016 falaremos sobre um tema que é muito apropriado para essa época do ano: a importância que as pessoas tem em nossa vida.

Porque apropriado? Porque é um período em que tradicionalmente as pessoas se reúnem para confraternizações no trabalho, amigos e familiares.

Em minha prática clínica noto que essa fase do ano desperta nas pessoas uma reflexão de como se encaminharam suas relações afetivas durante o ano e, muitas vezes, constatam que seus relacionamentos estão vazios de significados, como consequência, sentem-se sozinhos e muitas vezes solitários. E porque isso acontece?

Acredito que, infelizmente, estamos desaprendendo a conviver e nos envolver com nossos semelhantes, dada a dificuldade de compreender a relevância do outro em nossa vida; passamos a nos julgar totalmente independentes e autocentrados. E também porque nos machucamos em outras ligações e, como proteção e defesa, nos fechamos a novas conexões. De uma maneira ou de outra perdemos a experiência de estar, efetivamente, em contato com o outro.

É interessante esclarecer a diferença entre necessidade e dependência humana: o ser humano é um ser relacional e como não é autossuficiente carece do outro para seu desenvolvimento e evolução pois é através e na troca de contatos que essa condição acontece; já na dependência a pessoa torna-se incapaz de gerenciar sua própria vida e espera que o outro a direcione, não é protagonista da sua vida e sim coadjuvante.

A nossa vida é uma continua construção de sentidos e, fundamentalmente, sem a presença do outro há um considerável prejuízo, portanto, sem que haja um investimento em nossas relações afetivas nos tornaremos profundamente sós no mundo. Tal investimento compreende em reconhecer quem nos é realmente valioso e indispensável e sermos capazes de relevar, conceder e ceder por aqueles que valem a pena!

Viva os verdadeiros encontros!

Excepcionalmente não publicarei a coluna no mês de janeiro pois estarei de férias.
Voltaremos a nos encontrar em fevereiro.

Boas festas!

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O que é ser egoísta?

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Olá leitores

Como estão?

Primeiramente, é com muita alegria, que comemoro dois anos desta coluna. Esses encontros mensais tem me proporcionado o contentamento de compartilhar e aprender com cada leitor sobre a fantástica experiência de ser humano. Obrigada a todos pela companhia!

Neste mês falaremos sobre um assunto que é alvo de muitas críticas e que cabe o devido esclarecimento: o que é ser egoísta?

No nosso dia a dia, quando ouvimos alguém se referir ao outro utilizando a expressão “é egoísta”, geralmente, é de modo depreciativo, ofensivo ou pejorativo à referida pessoa, pois lhe atribui o título de “individualista”, “egocêntrico” ou “só enxerga os próprios interesses”.

É claro que o significado desta palavra pode ser assim aplicado, mas vamos ampliar esse conceito para melhor compreendê-lo.

Vivemos numa cultura, com numerosa contribuição e influência das religiões, que nos ensina que ao considerarmos nossas vontades, interesses, desejos e ao nos voltarmos a concretizá-los, elegendo-os como prioridade, somos vistos como “egoístas” já que o valor de nossos atos está somente quando nos doamos ao outro, e, quando não o fazemos, carregamos uma grande culpa porque julgamos que estamos errados.

A relevância de nossas atitudes não está em a quem ofertamos mas sim em qual o seu propósito.

Como sempre ressalto nessa coluna, somos seres relacionais, isto é, necessitamos do outro porque não somos autossuficientes, dessa maneira, a cooperação é imprescindível ao nosso bem estar, em todos os aspectos.

O recomendável, para se alcançar o equilíbrio em nossas relações, é oferecer a mesma atenção que damos ao outro a nós mesmos, sempre cuidando para que haja uma harmonia entre as partes, quer dizer, o outro é tão importante quanto eu!

Até o próximo mês.

Abraços,
Rose


Revisão: Regiane da Silva Santos
Blog: http://traduzosuaideia.blogspot.com.br